mãos Sinais Antes da linguagem, o gesto. Mãos comprimidas pela superfície tornam-se sinais: vestígios de contacto, inscrições breves onde presença e desaparecimento coexistem. Não comunicam — persistem, como fragmentos de um sentido em suspensão.
fotografia Da minha janela Durante o confinamento, a janela tornou-se limite e passagem. A rua, distante, devolve corpos isolados e gestos suspensos. Entre o dentro e o fora, o quotidiano fragmenta-se e o tempo abranda, tornando a realidade estranhamente irreal.