abstrato o que dorme dobrei o tecido e deitei-o sobre o vidro. quando a luz passou, alguém tinha adormecido lá dentro. não sei quem. não o quis acordar.
mãos Sinais Antes da linguagem, o gesto. Mãos comprimidas pela superfície tornam-se sinais: vestígios de contacto, inscrições breves onde presença e desaparecimento coexistem. Não comunicam — persistem, como fragmentos de um sentido em suspensão.
abstrato Exílio ou A estranha metade da noite Tecidos sem corpo, suspensos entre presença e apagamento — formas que persistem na estranha metade da noite.
fotografia Zona de contacto Dobras e superfícies em tensão definem uma zona instável entre presença e apagamento. O corpo surge como vestígio — não como forma — num campo onde o visível é apenas o limiar de um contacto que se faz e desfaz.
abstrato Ilustrações para histórias por inventar Ilustrações digitais. O projeto desenvolveu-se a partir da digitalização (via scanner) de composições com elementos naturais, recortes de papel, tecidos, fotografias e outros elementos, com posterior tratamento e manipulação das imagens.