abstrato o que dorme dobrei o tecido e deitei-o sobre o vidro. quando a luz passou, alguém tinha adormecido lá dentro. não sei quem. não o quis acordar.
mãos Sinais Antes da linguagem, o gesto. Mãos comprimidas pela superfície tornam-se sinais: vestígios de contacto, inscrições breves onde presença e desaparecimento coexistem. Não comunicam — persistem, como fragmentos de um sentido em suspensão.
abstrato Exílio ou A estranha metade da noite Tecidos sem corpo, suspensos entre presença e apagamento — formas que persistem na estranha metade da noite.
digitalização Herbário ou A falha da inscrição Folhas digitalizadas tornam-se instáveis: entre arquivo e desvio, o herbário falha como preservação e revela a transformação. Não fixa — reinscreve. Cada forma persiste como vestígio em mutação.
digitalização Novas ilustrações Este projeto desenvolveu-se a partir da digitalização (via scanner) de composições com elementos naturais, nomeadamente plantas, folhas e penas de pássaros, tratadas e manipuladas posteriormente.
digitalização Oblivion Digitalização de papéis com recurso a scanner e posterior tratamento e manipulação das imagens.
abstrato Ilustrações para histórias por inventar Ilustrações digitais. O projeto desenvolveu-se a partir da digitalização (via scanner) de composições com elementos naturais, recortes de papel, tecidos, fotografias e outros elementos, com posterior tratamento e manipulação das imagens.
fotografia Céu em Fogo Trabalho realizado a partir da digitalização de película fotográfica. Inspirado no livro homónimo de Mário de Sá-Carneiro.