José Morujão

A Margem da Memória

Entre corte e permanência, a matéria suspende-se num estado instável, onde o tempo se inscreve como vestígio e a forma resiste ao desaparecimento.

The Street as a Distance

Between February 2025 and March 2026, these images were captured during urban walks . They observe the city as a space of passage, where presences intersect without meeting. The street emerges as distance — a quiet interval between bodies, gestures, and gazes.

Zona de contacto

Dobras e superfícies em tensão definem uma zona instável entre presença e apagamento. O corpo surge como vestígio — não como forma — num campo onde o visível é apenas o limiar de um contacto que se faz e desfaz.

Da minha janela

Durante o confinamento, a janela tornou-se limite e passagem. A rua, distante, devolve corpos isolados e gestos suspensos. Entre o dentro e o fora, o quotidiano fragmenta-se e o tempo abranda, tornando a realidade estranhamente irreal.

Tempo

Instalação. Dois painéis com trabalhos de fotografia manipulada com pendor abstrato/surrealista; 20 composições digitais realizadas a partir de fotografias de álbuns de família; máquina de escrever vintage rodeada de páginas de diários de diversos autores; registo sonoro que funciona em loop.

José Morujão © 2026