A Margem da Memória
Entre corte e permanência, a matéria suspende-se num estado instável, onde o tempo se inscreve como vestígio e a forma resiste ao desaparecimento.
Entre corte e permanência, a matéria suspende-se num estado instável, onde o tempo se inscreve como vestígio e a forma resiste ao desaparecimento.
Between February 2025 and March 2026, these images were captured during urban walks . They observe the city as a space of passage, where presences intersect without meeting. The street emerges as distance — a quiet interval between bodies, gestures, and gazes.
Antes da linguagem, o gesto. Mãos comprimidas pela superfície tornam-se sinais: vestígios de contacto, inscrições breves onde presença e desaparecimento coexistem. Não comunicam — persistem, como fragmentos de um sentido em suspensão.
Tecidos sem corpo, suspensos entre presença e apagamento — formas que persistem na estranha metade da noite.
Folhas digitalizadas tornam-se instáveis: entre arquivo e desvio, o herbário falha como preservação e revela a transformação. Não fixa — reinscreve. Cada forma persiste como vestígio em mutação.
Dobras e superfícies em tensão definem uma zona instável entre presença e apagamento. O corpo surge como vestígio — não como forma — num campo onde o visível é apenas o limiar de um contacto que se faz e desfaz.
Durante o confinamento, a janela tornou-se limite e passagem. A rua, distante, devolve corpos isolados e gestos suspensos. Entre o dentro e o fora, o quotidiano fragmenta-se e o tempo abranda, tornando a realidade estranhamente irreal.
Este projeto desenvolveu-se a partir da digitalização (via scanner) de composições com elementos naturais, nomeadamente plantas, folhas e penas de pássaros, tratadas e manipuladas posteriormente.
Instalação. Dois painéis com trabalhos de fotografia manipulada com pendor abstrato/surrealista; 20 composições digitais realizadas a partir de fotografias de álbuns de família; máquina de escrever vintage rodeada de páginas de diários de diversos autores; registo sonoro que funciona em loop.
Fotografias de bairros periféricos e subúrbios de Setúbal.
Digitalização de papéis com recurso a scanner e posterior tratamento e manipulação das imagens.
Fotolivro de homenagem a Soledade Tjaden. Registos fotográficos da sua propriedade em Bensafrim (Lagos), particularmente no outono de 2020.
abstrato
Ilustrações digitais. O projeto desenvolveu-se a partir da digitalização (via scanner) de composições com elementos naturais, recortes de papel, tecidos, fotografias e outros elementos, com posterior tratamento e manipulação das imagens.
fotografia
Fotomontagens digitais.
fotografia
Estas fotomontagens digitais são construídas a partir da apropriação de imagens de múltiplas fontes e de algumas autorais. Os elementos de cada imagem são fragmentados, manipulados e deslocados para outros contextos, sendo desta forma alterados os sentidos originais, criando ambientes surreais.
fotografia
Registos fotográficos de Fonte Mouro (Sines) com colagens de personagens de filmes - "La Femme de nule part" (1922),, de Louis Delluc, "O Cavalo de Turim" (2011), de Béla Tarr, Robert Walser e outros.
fotografia
Fotomontagens (colagens) de fotografias captadas pelo autor em Praga (República Checa), Setúbal e Odeceixe com algumas imagens de personagens captadas na web (o anjo Damiel - de "As Asas do Desejo", Albert Camus, James Joyce e outros).
fotografia
Trabalho realizado a partir da digitalização de película fotográfica. Inspirado no livro homónimo de Mário de Sá-Carneiro.
estórias
Criação de estórias a partir de registos fotográficos noturnos e de frames de videos realizados em Setúbal.
vídeo
Registos a partir de frames de vídeo. Trabalho inspirado no ensaio "A Era do Vazio"de Gille Lipovetsky (1983). Título da série roubado do 3º capítulo. Hoje em dia é a figura mitológica Narciso que, segundo alguns autores, simboliza os tempos atuais.
blitzkrieg
Fotografias macro de pinturas do autor. A realização do projeto coincide com o início da guerra civil Jugoslava (terceira guerra dos Balcãs).